Parceira da Gantech, a Palo Alto Networks divulgou ontem (quinta-feira 07/12) um novo alerta sobre um golpe que circula no Brasil usando boletos falsos. Vale lembrar que no ano passado, também tivemos uma campanha de cibercrime semelhante, utilizando falsos boletos como porta de entrada.

Nesta nova onda de ataque, monitorada pela Palo Alto, mais de 260 mil e-mails foram enviados desde junho de 2017. A estratégia de ataque é fazer com que usuário clique no link/arquivo enviado, e quem cai no golpe e tenta abrir os boletos, acaba tendo o computador infectado com um malware que rouba informações, incluindo senhas.

Os boletos são enviados para as vítimas em e-mails com tom de urgência, usando assuntos como “Envio de Boleto – URGENTE”. As mensagens acompanham um link e também um arquivo anexo em formato de documento PDF. O link na mensagem leva a vítima para o download de um código que instala o vírus.

No PDF, as vítimas verão mensagem de que “ocorreu um erro inesperado” e, novamente, terão um link que levará para o vírus. Abrir o documento PDF não ocasiona por si só a contaminação da máquina — é preciso clicar no link oferecido. O link no e-mail é diferente do link do PDF para que as vítimas ainda consigam acessar o vírus mesmo no caso de um dos links ser derrubado, mas a praga digital é a mesma nos dois casos.

 

Exemplo de mensagem de e-mail enviada com boleto falso. (Foto: Reprodução/Palo Alto Networks)

 

Caso a vítima abra os links, ela é convidada a baixar um arquivo no formato “.vbs”. Esse arquivo, quando executado, é responsável por baixar o vírus verdadeiro para o computador. Invisível para o usuário, a praga digital então se conecta um servidor de bate-papo do tipo Internet Relay Chat (IRC) e entra em um canal de bate-papo chamado “#mestre”. Por esse motivo, a Palo Alto Networks batizou a campanha criminosa de “Boleto Mestre”.

O canal de bate-papo é usado pelos criminosos para manter controle sobre as máquinas infectadas. Esse método já foi muito utilizado para essa finalidade, mas tem caído em desuso com o desenvolvimento de técnicas mais avançadas de controle.

A fraude chama atenção por seu arquivo de arquivos VBS, que são mais fáceis de serem modificados. Isso dificulta a atuação dos antivírus. A praga digital também configura uma tarefa agendada no Windows para ser iniciada com o computador, que também não é um método muito comum. Para todos os efeitos, um arquivo “vbs” não difere de qualquer arquivo executável e internautas devem ter cuidado com esse tipo de link e, especialmente, com qualquer download inesperado oferecido por e-mail.

Fonte: G1 – Segurança Digital

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