Descoberta pela Unit42, laboratório de especialistas da Palo Alto Networks, a nova campanha lançada pelos criminosos já alcançou cerca de 15 milhões de PC’s ao redor do mundo. Este evento de consiste na disseminação de um vírus para aproveitar os sistemas das vítimas, e realizar a mineração da criptomoeda Monero.

 

Mas afinal, o que é mineração de criptomoeda?

Existem muitas definições sobre mineração de criptomoedas, cada uma diferentemente abordada por sua entidade emissora. No entanto, encontramos uma definição dada pelo professor de programação Ronaldo Prass (G1), bem clara e objetiva, usando o Bitcoin como exemplo que é a seguinte.

“A mineração de criptomoedas é o processo de registar as transações ao “livro” público do Bitcoin, também conhecido como “Blockchain”. As informações armazenadas nessa estrutura servem para confirmar as transações válidas. A rede Bitcoin usa o “Blockchain” para distinguir transações de Bitcoins legítimas de tentativas de reuso de moedas, ou seja, moedas que já foram gastas em outra transação. Esse processo é gerenciado por softwares específicos instalados nos computadores, o seu funcionamento em rede é semelhante ao torrent. Após conectado, o computador do usuário se conecta a um grupo de mineradores para aumentar a capacidade de processamento de dados. Essa rede possibilita que o Bitcoin não dependa de uma estrutura centralizada para a realização das transações. Os usuários que realizarem a mineração serão recompensado com criptomoedas.”

 

E o que nós brasileiros temos a ver com isso?

De acordo com a Palo Alto Networks, o Brasil é um dos países mais afetados. Estima-se que pelo menos 550 mil computadores no país teriam recebido o vírus. Ainda de acordo com as investigações e os relatos apresentados pelas vítimas, os conteúdos nocivos são distribuídos por meio de mensagens publicitárias enganosas, tais como em serviços como o Adfly, por exemplo. Relata-se também configurações padrão dos navegadores, são uma brecha de ataque para que estes anúncios se aproveitem e iniciem um download automático.

Para maiores informações técnicas, acesse este link para consulta direta ao site da Unit42.

 

 

Fontes: G1 e Unit42 Blog.


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