Finalmente chegamos ao tão esperado período comercial que, posteriormente às épocas de Natal e Dia das Mães, vem se consolidando no país como uma importante data para o comércio e a economia.

O termo Black Friday foi utilizado pela primeira vez em 1869, em uma finalidade muito diferente do que conhecemos hoje. Na época, dois especuladores do mercado de ouro, Jay Gould e James Fisk, tentaram assumir o controle de seu segmento nos EUA e acabaram gerando uma pequena crise financeira nacional.

Praticamente um século depois, o termo Black Friday que conhecemos hoje começou a tomar forma. A origem da relação do termo com o período de compras veio da Filadélfia, que por conta do fluxo de volta da viagem de ação de graças, as pessoas começaram a movimentar a economia e fazer com que as ruas e cidades ficassem excepcionalmente movimentadas. Especificamente, o termo “Black” teve sua atual definição ratificada praticamente 20 anos depois, isso porque o dia significava a melhoria das economias das lojas, passando das contas escritas em vermelho, prática utilizada pelos contadores que usavam pra indicar as negativas, pro preto, cor da caneta que indicava as contas positivas.

E nisso, a data foi ficando mais forte. Inclusive influenciando no comportamento de funcionamento das lojas que passaram a criar campanhas gigantes de “teaser”, abrindo as lojas antecipadamente e criando enormes expectativas de preços baixos entre seus clientes.

Agora, o que isso significa para você? A resposta é: Praticamente tudo. Pois com certeza nestes últimos dias, você já projetou comprar algo na próxima sexta-feira. E dependendo de como você comprar, este dia pode se transformar em uma grande dor de cabeça futura.

Mas fique tranquilo, trouxemos para você cinco grandes dicas de como evitar problemas futuros. São passos simples mas efetivos para conduzir você por um processo seguro de compra. Aqui estão eles:

 

#1

Busque sites confiáveis, com boa reputação e avaliação.

Diversos órgãos atualmente prestam serviço gratuito de avaliação de sites e-commerce. Além disso, a própria internet é uma grande rede de avaliação destas lojas, e o testemunho dos consumidores é um grande aliado para desvendar se o vendedor possui boa reputação e avaliação. Fique de olhos atentos aos prazos de entrega e qualidade dos produtos.

#2

Não acredite em ofertas milagrosas! Não existe TV de 52″ por R$ 100,00.

Pode parecer estranho, mas ainda existem casos deste tipo. Pessoas caem facilmente nesta tentação, onde recebem ofertas “milagrosas” sem fazer nenhum juízo de valor sobre a relação preço x produto ofertado. Na tentativa de coletar audiência para suas promoções ou até então envolver o consumidor em compras “casadas” onde não haverá vantagem nenhuma, algumas empresas apelam para este tipo de prática gerando dolo ao cliente.

#3

Recebeu um e-mail de seu banco solicitando atualização de senha? Não caia nessa!

Os antigos já diziam em dia de pagamento: Cuidado na rua! Os bandidos estão aproveitando que as pessoas receberam seus salários. Assim eles ganham “maior fluxo” de dinheiro circulando na rua e maiores oportunidades para lucrar com furtos e roubos.

O mesmo vale para o cibercrime nestas sazonalidades comerciais. Há uma grande circulação de falsos e-mails e SMS, alegando tentativa de fraude em sua conta, com a famosa requisição de “clique aqui para atualizar sua senha”. Não clique! Banco nenhum solicita senha por estes canais para seus clientes. Valide somente estas operações no serviço de internet banking de seu banco ou diretamente na agência.

#4

Não existe 100% de proteção, inclusive na Segurança da Informação.

Sim, isso é verdade. Empresa de segurança que promete 100% de proteção ao seus clientes, está mentindo. Haverá sempre um fator de erro, humano ou tecnológico, por má configuração ou defasagem, que fará com que aquele 0,01% se torne algo gigantesco.

Os sites de e-commerce em sua totalidade rodam aplicações virtualizadas e publicadas sobre servidores. Estes que por via de regra, ainda mais em operações críticas como processamento de pagamentos, necessitam de tecnologia do tipo WAF (Web Application Firewall) e serviços de revisão constante de código além de testes de intrusão para validar seus sistemas.

Porém como infelizmente não sabemos, se todos varejistas eletrônicos investem adequadamente na segurança de seus sistemas, fica a dica para buscar empresas com certificação de segurança visível e referenciada. Caso contrário, o risco só aumenta.

#5

E com um clique errado, o cliente pode se tornar um vetor de ataque. Temos aí concretizado o pesadelo da “Black Fraude”.

Quando do lado de lá, o do varejista, por mais que protegido ainda possa existir 0,01% de chance de violação, imagine do seu? E é claro que, à medida que o alvo vai se tornando maior ele fica mais visível, devemos considerar que você um alvo menor não será atingido? A resposta é: Não!

Imagine a cena em que você se planejou para comprar um smartphone novinho ou aquela TV ultra moderna agora na Black Friday. Porém, na quinta-feira você recebeu um e-mail aparentemente legítimo, avisando que o site em que você está cadastrado, antecipou as promoções. O que você faz? Clica no anúncio e aguarda ser redirecionado para a loja virtual?

Abaixo algumas orientações simples e úteis para se resguardar de ações comuns do cibercrime:

  • URL de destino:

Certifique-se de que ela leva ao destino correto, apenas deixando o ponteiro do mouse sobre o link desejado. Caso ele redirecione para algum domínio duvidoso, desconfie. Não caia nessa armadilha. Isso vale inclusive para links enviados por e-mail marketing.

 

  • Anexos de e-mail:

Não abra qualquer tipo de conteúdo anexo aos e-mails promocionais. Varejistas online, de reputação confiável, não enviam nenhum tipo de documento anexo em suas campanhas de venda.

 

  • Falsas comunicações de e-mail:

É comum o cibercrime disparar campanhas de malwares travestidas de contato “oficial” do varejista eletrônico. Em muitos casos, utilizam-se nomes legítimos de funcionários destas instituições, porém com interfaces maliciosas e redirecionamentos fraudulentos.

E como isso pode se transformar na sua “Black Fraude”?

ROUBO DE CREDENCIAIS

Logins de acesso e senhas bancárias.

 

SEQUESTRO DE DADOS

Criptografia de arquivos e servidores, com liberação mediante extorsão.]

 

CUMPLICIDADE EM CRIMES

Inserção de conteúdo malicioso, visando hospedagem de conteúdo ilícito na máquina sem consentimento da vítima.

 

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